
Vidas em suspenso
A encenação de Rodrigo Pandolfo para o texto de Cindy Lou Johnson evidencia o desejo de provocar certo estranhamento no público por meio da quebra da linguagem realista.

Beckett com as marcas do Teatro Oficina
Essa encenação de Esperando Godot sinaliza certo desgaste na reedição de proposições bastante reconhecíveis em espetáculos do Teatro Oficina. Entretanto, sua rápida permanência no Rio de Janeiro fornece aos espectadores da cidade a oportunidade de manter contato com essa companhia de importância histórica incontestável.

Entre a inquietação e a repetição
Há um duelo entre a autenticidade da reflexão sobre a apreensão do tempo e o investimento numa cena contemporânea que se renova menos do que parece.

A riqueza da simplicidade
A Palavra que Resta surpreende pela inventividade, não exatamente por causa da história que conta, mas pela forma de contá-la. Ao utilizarem os elementos constitutivos da cena como recursos de expressão, os atores da companhia, conduzidos por Daniel Herz, apresentam uma encenação de excelência que valoriza a riqueza do teatro como manifestação artística.

A tragédia do cotidiano
A narração linear e a impessoalidade do espaço prejudicam o resultado, mas a montagem valoriza a temática urgente do texto.

Estrutura cênica e debate teórico
O caráter histórico se manifesta duplamente na montagem da Cia. Stavis-Damaceno: no debate sobre o envolvimento emocional do intérprete com a personagem e na conexão com os primórdios da tragédia.