
Foco no jogo teatral
Acumulando as funções de autor, diretor e ator, Gabriel Flores demonstra, em Latitudes dos Cavalos, prazer pela arquitetura do texto e pelo jogo teatral entre os personagens.

Um basta à perpetuação do racismo
De acordo com Viviane da Soledade, Chega de Saudade! se faz crítico ao racismo não exclusivamente por sua dramaturgia, mas pela proposta cênica que vai se estruturando a partir das corporeidades negras e da evocação de suas culturas.

Imagens que escapam
De início, o espectador enxerga flashes do corpo nu do ator Maurício Lima. A partir de dado momento, as imagens projetadas sob uma superfície escapam, em alguma medida, ao olhar do espectador. Nesse sentido, Arqueologias do Futuro é um solo que intencionalmente continua não se revelando de modo integral diante do público.

Conjugação entre (supostas?) oposições
Janaína Leite desconstrói a representação e, ao mesmo tempo, adere ao mascaramento. Coloca-se, diante da plateia, “sem personagem”. mas, inevitavelmente, interpreta o papel da filha.

Um Hamlet sem subserviência
Sob a condução da diretora Chela De Ferrari, os atores, portadores de Síndrome de Down, se afastam de interpretações consagradas, tanto no que se refere ao texto de William Shakespeare quanto ao modo de representar os personagens.

Desdobramento tropical do universo de Jarry
Mesmo sem concretizar inteiramente a sua ambição como comédia, a montagem valoriza uma teatralidade composta por elementos básicos – característica que tende a suscitar simpatia – e proporciona ao espectador carioca se deparar com uma expressiva amostra da cena de Natal.