
Uma raridade na temporada
A montagem de O Bem-Amado resulta da soma de esforços do ator Diogo Vilela e do diretor Marcus Alvisi, que vêm investindo em encenações de textos sólidos com numerosas equipes de artistas. Considerando o panorama teatral de hoje, o projeto é ousado.

Prazeroso jogo teatral
Tudo funciona bem nesse espetáculo que, mesmo sem ambicionar uma subversão do musical, propõe uma quebra das convenções, tanto na esfera temática quanto na estrutura teatral.

Protagonismo (quase) dividido em musical sem turbulências
Tom Jobim e Vinicius de Moraes praticamente dividem o protagonismo nesse espetáculo dirigido por João Fonseca, que flutua harmoniosamente, sem maiores pretensões de inovação, pelas conhecidas ondas do musical biográfico.

Império do desejo
Apesar de não se libertar de uma estrutura, até certo ponto, tradicional, Ricardo Alves Jr. assina um filme protagonizado por corpos ardentes e valoriza tanto as imagens explícitas quanto a ausência delas.

Um espetáculo destemido – até certo ponto
Nessa condensada transposição do monumental livro de Dostoievski para o palco, Marina Vianna e Caio Blat, que dividem a direção, corajosamente valorizam uma verborragia que pode soar exasperante a muitos espectadores de hoje. Mas, diante do afastamento de uma abordagem interiorizada, a natureza reflexiva do texto perde espaço.

Os destaques da cena em 2024
Como em anos anteriores, a temporada teatral de 2024 oscilou entre a frequência dos monólogos e a grandiosidade dos musicais. Mas não ficou resumida a esses extremos. Houve encenações de companhias, montagens centradas em pautas identitárias e a valorização dos trabalhos de artistas veteranos.